28
Mar 13
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Mar 13

NOTÍCIAS DE AVINTES de Março já está nas vossas caixas do correio

 O meu artigo deste mês

            no jornal

  NOTÍCIAS DE AVINTES


 

Avintes do século XXI continua a ser a terra do (melhor) teatro!

 

O Grupo Mérito Dramático Avintense venceu o Concurso Nacional de Teatro - CONTE 2013, provando mais uma vez, se é que alguém ainda tem dúvidas, de que em Avintes continua a fazer-se bom teatro.

Teatro feito por “amadores”, mas com uma dedicação e um profissionalismo, pelo menos igual, a muitos que fazem do teatro a sua profissão.

 

É por isso natural que, tal como nos anos 60 do século passado, quando foi designada de “Capital do Teatro Amador”, os “grupos” de Avintes continuem a ganhar prémios nacionais e internacionais, pelas suas produções.

 

E este ano de 2013, começou assim, da melhor forma, com o Grupo Mérito a vencer com a peça “Joana, a Donzela”, o referido concurso, numa organização da Federação Portuguesa de Teatro.

 

Foi uma vitória (que repete a vitória em 2010) em quase toda a linha, pois para além de vencer o prémio principal, prémio “Ruy de Carvalho” para a Melhor Produção, venceu ainda na Melhor Iluminação, Melhor Guarda-roupa, Melhor Cenografia e Melhor Encenação (para o encenador Ramos Costa), falhando por pouco, os prémios para Melhor Ator e para Melhor Atriz, onde apesar de não ganhar a jovem Andreia Rocha foi uma das nomeadas.

 

Estes prémios são sem dúvida merecidos e mostram que a aposta que a direção do Grupo Mérito e o seu presidente Salomão Vieira, fizeram há meia-dúzia de anos atrás, não só com a contratação do prestigiado encenador Manuel Ramos Costa (que já tinha feito anteriormente um extraordinário trabalho nos Plebeus), mas também com a aposta em jovens atores, atrizes, técnicos de luz, som e cenografia, está a ser bem sucedida e vai no caminho certo.

 

Parabéns por isso a todos quantos se dedicam desta forma ao teatro no Grupo Mérito.

 

Todo este trabalho do Mérito, ao qual se deve juntar igualmente o trabalho que é feito nos Plebeus (que aliás em 2011 venceram outro prestigiado festival internacional de teatro, o CALE-se), e que este ano apresentam também uma magnífica produção com a peça “A Noite” de José Saramago, e até, os espetáculos dos palhaços da Ilha Mágica, ou as novas experiências de jovens avintenses, já com formação universitária, como por exemplo, o Pedro Miguel Dias, têm de merecer mais atenção por parte da Câmara de Gaia e da Junta de Avintes, e concretamente o Sr. Vereador da Cultura da Câmara de Gaia tinha obrigação de olhar para estas coletividades de Avintes, de forma a incluí-las numa verdadeira programação cultural do concelho e promovendo-as para o exterior.

 

Infelizmente o Vereador Mário Dorminsky parece esquecer-se de que é Vereador em Vila Nova de Gaia e promove mais atividades e instituições externas ao concelho e ignora sistematicamente o de que melhor se faz por estes lados.

 

Também é necessário que em Avintes se resolva de uma vez por todas, a conclusão das obras no Teatro Almeida e Sousa, que tem de voltar a ser a principal sala de espetáculos de Avintes.

 

Esta sala, que chegou a ser no passado, um dos melhores teatros da região, e que por vicissitudes vários está há vários anos fechado e com as obras de requalificação por concluir, vem servindo apenas, lamentavelmente, como local de distribuição de cabazes de alimentos a famílias carenciadas.

 

Sendo propriedade do Pároco de Avintes, mas tendo sido já assinado um protocolo de cedência, com o Presidente da Câmara, Dr. Filipe Menezes, mesmo em vésperas das eleições autárquicas de 2009, é imperioso que o Dr. Filipe Menezes, o Dr. Nuno Oliveira (na altura candidato à Junta de Avintes) e o Sr. Vieira dos Santos que agora o substitui no cargo de Presidente da Junta de Avintes, cumpram com o que prometeram aos avintenses, ou seja, com ou sem dinheiro do QREN, as obras do teatro Almeida e Sousa seriam concluídas. Foi isto que foi afirmado publicamente em 2009.

 

Toda esta dedicação à cultura, toda esta qualidade, toda esta quantidade de produção teatral, mas também musical, através da Orquestra Ligeira e Banda Musical da ACMA, e outras atividades culturais e recreativas que se realizam regularmente em Avintes, exigem um Almeida e Sousa com as “portas abertas” e a funcionar em pleno.

 

Avintes, a capital do teatro feito por amadores, do século XXI, assim o exige.

 

Cipriano Castro                                                            Março de 2013

publicado por Cip Castro às 10:39 | comentar | ver comentários (3) | favorito
27
Mar 13
27
Mar 13

Vivó teatro e os atores de Avintes!

Hoje é o Dia Mundial do Teatro.

 

Viva o teatro feito em Avintes e vivam todos quantos, particularmente em Avintes, dedicam uma parte significativa da sua vida ao teatro!


Muita merda para todos eles!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nota: No teatro antigo (e este uso estende-se ainda nos dias de hoje)merda era utilizada na linguagem entre artistas de teatro para desejar boa-sorte antes da entrada em cena. A expressão nasceu da lingua francesa, merde, provavelmente no século XIX ou século XX, pelo fato de o público ter acesso à casa teatral por meio de carruagens e cavalos que, muitas vezes, amontoavam fezes em suas entradas; com ironia, a expressão correlacionava o facto de haver "muita merda" na entrada do teatro ao desejo de se ter também "muita sorte" em cena.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

publicado por Cip Castro às 09:36 | comentar | favorito
23
Mar 13
23
Mar 13

Avintes Séc. XXI, uma terra com futuro!

Introdução

 

A comunicação que vou apresentar neste 23ª Fórum Avintense, procurando ir ao encontro do tema principal deste ano, “Avintes e a nova Reforma Administrativa – Desafios para o Futuro”, versa sobre um tema que tem sido já anteriormente abordado nas minhas comunicações, já que quase sempre, procuro apresentar comunicações voltadas para o futuro e hoje, aqui venho novamente falar do presente e do futuro da nossa terra.

 

Debater o presente e o futuro de Avintes e dos avintenses, não só como cidadão, mas também como autarca, são assuntos de interesse para mim, mas também de preocupação, face aos problemas que afetam a sociedade portuguesa atual, a que Avintes não fica naturalmente alheia.

 

Por isso e não deixando de reconhecer que conhecer o passado é importante, e muitas vezes é por não o conhecermos devidamente, que repetimos vezes sem conta os mesmos erros, considero fundamental, a partir do conhecimento de um passado rico e com vários motivos de orgulho que Avintes possui, dar o meu contributo, também através das minhas comunicações do Fórum Avintense, para a construção de um futuro ainda melhor para a nossa terra.

 

Neste sentido, quero partilhar um pouco com todos vós, algumas das minhas ideias, que procuram a valorização daquilo que nos pode distinguir de outros, do aproveitamento do que sabemos fazer melhor e do desenvolvimento das nossas potencialidades naturais ou construídas.

 

Passemos então à minha comunicação.

 

 

Avintes Sec. XXI, uma terra com futuro!

 

 

A reforma administrativa levada a cabo no ano passado e que poderia ter sido uma oportunidade para uma efetiva reorganização administrativa do estado, foi infelizmente, na minha opinião, mais uma oportunidade perdida.

 

Começando e acabando nas freguesias, a reforma deixou de fora, desde logo os municípios e nem refletiu sobre as Regiões Administrativas.

 

Felizmente que em Gaia, o mal foi, dentro dos limites possíveis, minorado, fruto de vários entendimentos políticos e também de algumas tomadas de posição da sociedade civil e concretamente no que diz respeito a Avintes, foi possível continuarmos com a nossa integridade territorial e administrativa ao nível de Junta de Freguesia.

 

No entanto lamento que esta nova lei, no que diz respeito ao reforço de competências para as freguesias, tenha deixado praticamente tudo na mesma, continuando as freguesias, totalmente dependentes do poder instalado nas Câmaras Municipais.

 

Dai que não seja fácil a uma freguesia como Avintes, conseguir o desenvolvimento que nós avintenses gostaríamos e a que temos direito.

 

Mas não se pode desistir, há que continuar a reivindicar o nosso desenvolvimento, e continuar a defender a nossa cultura, as nossas tradições e a nossa gente, pois só assim mereceremos o respeito e a atenção dos outros, e só assim seremos uma terra com futuro.

 

E nada melhor para a defesa do futuro da nossa freguesia, do que valorizarmos aquilo que temos e somos capazes de saber fazer bem.

 

Vou assim apresentar, conforme o tema do fórum deste ano, 5 desafios ou ideias, para o futuro de Avintes.

 

OS JOVENS:

Se pretendo deixar-vos algumas das minhas ideias para o futuro de Avintes, nada melhor que começar por falar dos jovens, pois por muito que queiramos dar o nosso contributo para termos uma terra mais desenvolvida e mais próspera, se não ouvirmos os jovens, se não procuramos compreender os seus anseios e dificuldades, se não os aceitarmos tal qual eles são, se não apoiarmos as suas iniciativas, mas também se não conseguirmos trazê-los para estas, ficarão algo diminuídos, na minha opinião, os nossos debates sobre o futuro de Avintes.

 

E em Avintes temos jovens de valor, jovens que no jornalismo, no teatro, no cinema, na música, no desporto, no associativismo, mas também no empreendedorismo e nas mais variadas atividades profissionais, vêm mostrando as suas capacidades e afirmando-se num mundo cada vez mais competitivo.

 

Estou por isso convencido que não será por falta de “massa cinzenta”, que a nossa terra não se desenvolverá neste seculo XXI e se no passado tivemos homens e mulheres que deixaram as suas marcas no desenvolvimento de Avintes, seguramente teremos também no futuro quem saberá fazer a diferença.

 

A GASTRONOMIA:

A Broa de Avintes é um produto gastronómico com qualidade, fabricada ainda com recurso a alguns métodos artesanais, bastante apreciada e já muito conhecida, no entanto, parece-me que pode ser ainda mais divulgada e explorada comercialmente.

 

Do mesmo modo, o doce “Velhotes”, cada vez mais apreciado e solicitado aquando da realização da Festa da Broa, é outro produto que poderia, a par da broa, ser mais potenciado e comercializado.

 

Caberá fundamentalmente aos fabricantes e à Confraria da Broa, mas também aos nossos autarcas, analisar e debater o que será preciso fazer para o desenvolvimento e crescimento comercial destas iguarias avintenses, mas deixo desde já aqui uma sugestão.

 

Porque não aproveitar, para promover e vender Broa de Avintes e “Velhotes”, as diversas “feiras medievais” que se realizam, principalmente na época da Primavera/Verão, em vários cidades e vilas portuguesas?

Parece-me que a nossa broa enquadra-se perfeitamente nestes ambientes e é habitual ver-se, a promoverem-se e venderem-se artigos gastronómicos de vários pontos do nosso país, mas nunca vi a vender uma Broa de Avintes ou um “Velhote”!

 

Não seria um “mercado” a explorar, não só para aumentar a comercialização, mas também como promoção destas nossas iguarias?

 

O TEATRO E A CULTURA:

Como está perfeitamente documentado, somos uma terra onde há mais de um século existem grupos organizados a fazerem teatro, fomos, principalmente nos anos sessenta e setenta do século passado, considerados a “capital do teatro amador em Portugal” e continuamos hoje a ter coletividades a fazerem teatro do melhor que há, e a continuarem a ganhar prémios nacionais e internacionais.

Ainda, na área cultural, temos igualmente uma das melhores bandas musicais, pelo menos do norte de Portugal e temos jovens, e não só, a declamar poesia, a realizarem trabalhos nas artes gráficas, ou mesmo na pintura e escultura.

 

Então porque não tentarmos criar aqui uma escola ou academia de artes, preferencialmente virada para as artes do espetáculo, onde os nossos jovens e também naturalmente jovens de outras localidades, pudessem aperfeiçoar as suas capacidades?

 

Parece utópico? Talvez, mas existem outras localidades, aqui mesmo no nosso concelho, onde essas academias nasceram e se desenvolveram.

 

Será que numa parceria entre as nossas coletividades, que têm atividades nestas áreas culturais, e aproveitando o facto de termos jovens licenciados em Avintes também nestas áreas, não seria possível caminharmos também neste sentido?

 

O TURISMO AMBIENTAL OU DA NATUREZA:

Temos “entre muros” dois empreendimentos de primeira linha, nesta área, o Parque Biológico e o Zoo Santo Inácio.

 

Temos igualmente toda a encosta do Douro, onde existem quintas e casas, umas habitadas, outras não, que estou em crer em determinadas condições poderiam ser aproveitadas para turismo de habitação.

 

Temos igualmente a zona do Esteiro, a frente de rio até Espinhaço e o seu moderno cais acostável e ainda o vale do Febros, onde existem vários moinhos, infelizmente na maioria abandonados e destruídos.

 

Será que todo este património, nuns casos natural e noutros construído, não poderá ser melhor aproveitado?

 

Com o incremento, cada vez maior da navegabilidade e do aproveitamento turístico do rio Douro, será preciso que Avintes se volte a virar mais para o rio, onde acredito, pode estar de novo no futuro, como já o foi no passado, uma fonte de rendimento e um modo vida para alguns avintenses.

 

OS EDIFíCIOS INDUSTRIAIS:

Para terminar gostava de vos falar dos edifícios de algumas unidades fabris que existiram em Avintes, principalmente na indústria do calçado e que hoje estão completamente desaproveitados e abandonados e em alguns casos já bastante vandalizados e destruídos.

 

Alguns, já não terão outro destino que não seja serem totalmente arrasados, quer pela zona onde foram construídos (por vezes de difícil acessibilidade), quer porque não têm qualidade de construção, quer ainda por estarem já em ruínas.

 

Mas, os que estão ainda em boas condições, será que não haverá como os reaproveitar?

 

Naturalmente que estamos numa fase difícil em termos económicos, e todos estes edifícios são propriedade particular, mas provavelmente, já não para a indústria do calçado, pelo menos nos moldes em que existiu no passado aqui em Avintes, mas para outras atividades económicas, de preferência não poluentes, não será possível servirem de espaços para se instalarem, o que hoje se designa de “incubadoras de empresas”, ou seja, um espaço partilhado por várias micro-empresas, normalmente criadas por jovens, que estão a iniciar a sua atividade, e que partilham determinados serviços entre si.

 

Mais uma vez, não será um assunto de fácil implementação, mas estou convencido que os nossos jovens, vê-lo-iam com bons olhos, dadas as dificuldades que hoje existem para eles conseguirem trabalho.

 

 

Perfeitamente consciente de que algumas das ideias aqui deixadas, não serão facilmente implementadas no imediato, mas convencido que é lançando sementes à terra que se podem colher os frutos, termino como comecei, acreditando que precisamos de trazer mais gente jovem para o debate dos problemas de Avintes, pois o nosso futuro, o futuro da nossa terra, será o presente deles e serão eles os maiores beneficiários, para o bem e para o mal, daquilo que hoje projetarmos e daquilo que hoje construirmos.

 

 

Avintes, 22 de Março de 2013                                               Cipriano Castro

publicado por Cip Castro às 00:38 | comentar | favorito
22
Mar 13
22
Mar 13

HOJE TEMOS FÓRUM AVINTENSE. Participemos todos!

Hoje às 21h30m vai começar o 23º Fórum Avintense, um espaço de debate sobre Avintes.


A participação e a presença dos Avintenses é importante.


Não devemos ficar apenas pelo conforto e muitas vezes pelo anonimato, dos fóruns das redes sociais.


A presença e participação neste espaço, aberto a todos,  que se realiza anualmente, há mais de duas décadas em Avintes, é um ato de cidadania e demonstrativo de interesse pelos problemas da nossa terra.


Vamos todos ao Fórum Avintense!


Para aguçar-vos o apetite de participarem deixo aqui uma comunicação, que apresentei em 2005, onde abordo precisamente a importância que dou a este espaço de debate.


 

Um Espaço Privilegiado de Debate sobre Avintes

 

A Comissão Organizadora dos últimos Fóruns tem vindo, a uns anos a esta parte, a privilegiar no tema proposto aos comunicadores, principalmente temas sobre o passado e tradições de Avintes.

 

Este facto, tem permitido sem dúvida, que vários historiadores, quer académicos quer autodidactas, nos divulguem e apresentem, em excelentes comunicações, factos e acontecimentos, que ajudam a conhecer melhor esta Terra e as suas Gentes.

 

No entanto, o objectivo do Fórum não é apenas este, pelo que, sem pretender retirar, antes pelo contrário, importância às comunicações que nos falam sobre a historia de Avintes, é necessário e mesmo imprescindível que continuem a aparecer trabalhos com temas sobre o presente e o futuro da nossa terra, sob pena de o Fórum se tornar apenas num espaço para recordar o passado.

 

Se isto não acontecer, não estaremos a cumprir integralmente, com os propósitos que levaram à criação deste espaço de debate público.

 

Pela minha parte, deste 1999 ano em que fiz a minha primeira comunicação, tenho procurado manter esta faceta do Fórum, não só porque os meus conhecimentos sobre a história de Avintes não me permitem abordar estes temas, mas também porque considero importante trazer ideias e propostas relativas ao presente e futuro de Avintes, podendo partilhá-las e debatê-las com todos vós, e não teremos melhor momento do que este acontecimento anual, chamado Fórum Avintense.

 

Verifica-se no entanto que não são muitos, para não dizer que são poucos, os Avintenses que participam de forma activa nesta iniciativa.

 

Avintes tem muitos cidadãos, que nas mais diversas áreas de actividade, ocupam cargos e exercem funções de grande relevância, e seria interessante que trouxessem os seus conhecimentos, experiência e também propostas, para serem aqui debatidas.

 

Temos também excelentes dirigentes associativos, que poderiam apresentar os seus testemunhos sobre os anseios, as necessidades e objectivos, das suas colectividades, podendo também recolher novas ideias a partir do debate que sempre ocorre após cada apresentação.

 

Ainda outro contributo importante, deveria ser dado pelos numerosos estudantes Avintenses, em especial os universitários, mas não só, que poderiam trazer a este fórum novas ideias e propostas, sobre temas actuais e que interessam e preocupam os jovens.

 

Creio mesmo que poderia ser interessante a criação, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Avintes, de um Fórum Avintense Jovem, a realizar no final de cada ano lectivo, em que cada escola apresentaria um ou mais trabalhos, sobre temas debatidos ao longo do ano nessa escola, mas igualmente aberto a jovens estudantes naturais de Avintes, a estudarem noutros estabelecimentos de ensino, fora da nossa terra.

 

Este Fórum Jovem, se devidamente enquadrado no Projecto Educativo das escolas, poderia ser desenvolvido durante o ano, quer em trabalhos de grupo, quer em trabalhos individuais, obtendo-se excelentes contributos com as opiniões e propostas desses jovens.

 

Uma educação para a cidadania deve ser uma prioridade na formação dos nossos jovens, devendo estar inserida nos seus planos curriculares.

 

Iniciativas deste género, ou de formato semelhante, são realizadas por outras entidades nacionais e estrangeiras, proporcionando aos jovens estudantes, uma valorização pessoal que ultrapassa em muito o âmbito escolar, promovendo a responsabilidade pessoal e uma acção interventiva na sociedade.

 

Paralelamente, com a realização deste Fórum Jovem, estaríamos também a rejuvenescer e aumentar a participação no Fórum Avintense, trazendo os jovens a apresentarem os melhores trabalhos do Fórum Jovem e a defenderem publicamente as suas ideias e propostas.

 

O Fórum não é um fim, mas antes o princípio de um desafio que cada ano lançamos a toda sociedade civil Avintense, para que continue e aprofunde o debate sobre os temas apresentados.

 

Sejamos todos um pouco mais corajosos e tenhamos um pouco mais de confiança nas nossas capacidades, para darmos a conhecer as nossas opiniões e as nossas propostas.

 

Está pois, nas mãos e na cabeça de cada um, contribuir para o desenvolvimento desta terra, e não sendo a única, a participação activa no Fórum Avintense, é umas das formas possíveis de cada um de nós, dar o seu contributo construtivo, para o progresso de Avintes.

 

Avintes, 2005-09-09                                           Cipriano Manuel Castro


NOTA FINAL: entre 2007 e 2009, anos em que fui vogal da Junta de Freguesia de Avintes, realizaram-se 3 Fórum Avintense Jovem, que infelizmente o atual Executivo não deu continuidade. (ver aqui aqui)

publicado por Cip Castro às 10:22 | comentar | favorito
07
Mar 13
07
Mar 13

Avintes do século XXI continua a ser a terra (do melhor) teatro!

Prémio Melhor Produção - Grupo Mérito

 

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FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO - CALE-se 2011

Prémio Melhor Espectáculo - Os Plebeus Avintenses

 "Médico à Força"


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FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE AMADORES 2010

Melhor Espectáculo - Prémio Ruy de Carvalho 

"Crime da Aldeia Velha"

 

publicado por Cip Castro às 19:13 | comentar | favorito
01
Mar 13
01
Mar 13

Esta reunião abriu uma porta, não a deixemos agora fechar!

Realizou-se no passado dia 15 de Fevereiro, no Salão da Junta de Freguesia de Avintes, uma reunião, convocada no seguimento de uma proposta dos eleitos do Partido Socialista e aprovada por unanimidade na última Assembleia de Freguesia.

 

Este encontro juntou cerca de 30 personalidades das diversas instituições sedeadas ou com atuação na nossa freguesia na área da solidariedade e ação social, com o objetivo de debaterem a situação atual do apoio social que está a ser feito em Avintes e simultaneamente analisarem o que será possível melhorar, para responderem as dificuldades porque passam neste momento muitas das famílias de Avintes.

 

Na verdade, responderam ao convite da Sra. Presidente da AF, Celeste Filipe, que presidiu à reunião, para além do Sr. Presidente da Junta, Vieira do Santos, membros do Executivo e Eleitos do PSD, CDS, PS e CDU, as seguintes entidades e personalidades:

Misericórdia de Gaia (representada pelo próprio Sr. Provedor), Cruz Vermelha - delegação de Gaia (representada pela Sra. Vereadora da CM Gaia, Veneranda Carneiro), Igreja Católica e Fundação Joaquim Oliveira Lopes, Igreja Adventista e Lar LAPI, Abrigo Seguro, Centro Social Mário Mendes da Costa, Associação de Socorros Mútuos “A Restauradora Avintense”, Associação de Pais da Escola Básica ACO, Conferência Vicentina, três professoras do 1º Ciclo das Escolas de Avintes, uma Técnica da Gaiurb que desenvolve o seu trabalho no Bairro Mário Cal Brandão, a Técnica do GIP da Junta de Avintes, duas Médicas do Centro de Saúde de Avintes que acompanhavam a Sra. Diretora Executiva do Agrupamento dos Centros de Saúde, Drª Isabel Chaves e os Bombeiros Voluntários de Avintes (representados pelo seu Comandante).

 

A reunião começou com uma apresentação, por parte da Sra. Presidente da AF, dos motivos que levaram à realização da mesma, seguida de uma breve explanação do Sr. Presidente da Junta, sobre a atuação do Executivo, na área social.

 

De seguida a Sra. Presidente, deu a palavra aos restantes participantes na reunião, tendo a mesma decorrido durante quase 3 horas, com um debate animado e muito participado.

 

As instituições que já atuam no terreno, apoiando diretamente dezenas de famílias, como são o caso de Misericórdia de Gaia em interligação com a Fundação JOL, da Abrigo Seguro ou do CS Mário Mendes da Costa, sentem que é necessário aumentar o apoio direto a outras famílias, mas enquanto a Misericórdia de Gaia tem neste momento, através do programa da “Cantinas Sociais”, capacidade para disponibilizar até 50 refeições, aguardando apenas a indicação por parte da Junta de quem necessita desse apoio, a Abrigo Seguro tem, para além das cerca de 100 famílias que está a apoiar através da distribuição de cabazes de alimentos, mais 50 famílias que estão em lista de espera, por incapacidade de meios da associação e ainda, o CS MMC mostrou ter capacidade ao nível de instalações e meios humanos para aumentar o apoio e assistência ao domicilio a idosos e acamados.

 

Por outro lado, os representantes de ambas as Igrejas (Católica e Adventista) presentes, que também já têm intervenção ao nível de apoio social, junto de algumas famílias, mostraram disponibilidade para colaborarem diretamente com a Junta de Freguesia, enquanto que a Sra. Diretora Executiva do Agrupamento dos Centros de Saúde, informou que os médicos do Centro de Saúde de Avintes, estarão igualmente disponíveis para sinalizar os casos graves que se lhes deparem, reportando-os para a Junta de Freguesia, sempre que lhes pareça necessário.

 

Em relação às professoras do 1º ciclo, e também do representante da Associação de Pais, foi notória a preocupação com a alimentação das crianças, que muitas vezes consideraram ser pouco saudável, nomeadamente porque há crianças que até há pouco tempo tinham uma situação familiar equilibrada, mas com o desemprego dos pais, estarão apenas a fazer uma refeição completa por dia, que é a que recebem na escola.

 

Chamaram ainda à atenção de que é muito importante e necessário dar formação aos pais, para que saibam como preparar as refeições, pois há muitas famílias que aparentemente não sabem como fazer refeições económicas e saudáveis.

 

De registar também, por parte da Cruz Vermelha, parceira da Junta no apoio domiciliária, a disponibilização de uma técnica para colaborar com a Técnica Social da Junta.

 

Da parte dos autarcas, membros da Assembleia de Freguesia de Avintes, em geral foi defendido que esta reunião foi importante para que de futuro possa haver mais coordenação no trabalho que as várias instituições fazem no terreno, apelando para que a Junta realize, com mais dinamismo, esse trabalho de coordenação e para que possam haver reuniões regulares da Comissão Social de Freguesia, algo que não tem acontecido neste mandato.

 

No final todos se disponibilizaram para continuarem a colaborar, considerando fundamental que todo o apoio seja feito de uma forma o mais possível discreta, e que deve haver uma maior aproximação e colaboração de todas as entidades que já estão no “terreno”, esperando que seja possível realizar-se reuniões regulares no âmbito da Comissão Social de Freguesia, ou de outra qualquer estrutura, naturalmente sob a coordenação da Junta de Freguesia de Avintes a quem compete essa responsabilidade.

 

Esta reunião, foi muito importante, para se abrir uma “porta”, cabe a todos os presentes, não deixar agora que se torne a fechar!


Cipriano Castro

 

(este texto foi publicado no Notícias de Avintes de Fevereiro)

publicado por Cip Castro às 10:14 | comentar | favorito